Nota do dia.
1.
O eleito da Hungria Péter Magyar que alguns de esquerda, entre outros, sem coluna vertebral elogiam, afirmou, nomeadamente, não "concordar com a classificação de extrema em relação à UN de Marine Le Pen e que ele próprio se define como um "patriota húngaro", criticando os erros cometidos pela União Europeia. É contra a imigração ilegal e que irá "manter e reparar" a vedação na fronteira do Sul da Hungria". Em relação ao aborto, "não há qualquer grupo social" a pedir alguma mudança numa questão que está resolvida.
2.
Além disso, são ambíguas as suas posições em relação ao regime genocida de Israel e é um defensor da Europa capitalista sem prejuízo de ser positiva a vontade de rever a Constituição (aguardemos em que sentido) e de respeitar as minorias (em que dimensão política?).
3.
Sou dos, que considera, positiva a derrota de Orbán, amigo do imperialista Trump e do fascista Ventura. Foi a derrota das políticas de Orbán de empobrecimento, corrupção e da restrição das liberdades. No entanto, não tenho ilusões sobre o que representa e defende Magyar. Veremos no futuro se a esperança aberta a 12.04.2026 não será o caminho para a desilusão.
4.
A esquerda não pode caucionar posições políticas que vão contra os seus valores apesar da pequena brisa húngara de 12.04.2026, que não se transformará, por artes mágicas, em brisa saudável (desejo estar enganado) com a eleição de um nacionalista de direita anti imigração e pró núcleo ultraliberal europeu.
"Caldos de galinha não fazem mal a ninguém"! A lucidez e firmeza política designadamente do PCP na análise da política internacional ajuda a perceber o resultado das eleições húngaras e que está em causa na política internacional.
Maia,14..04.2026
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