Acabei a leitura de mais um livro, prenda de Natal, “A Montanha” de José Luís Peixoto

Um livro que me toca e comove de forma especial por várias, fortes e tristes razões.

Um livro cheio de histórias humanas, caminhos cruzados da luta contra a doença, força dos seres humanos, incertezas, fragilidades, vida e morte, medo, abandono, sensibilidade e solidariedade. A expressão da construção de vidas confrontadas com a injustiça da doença, mas também de querer e vontade, luta contra o tempo e pela vida.

Quatro breves citações:

- “As lágrimas subiram-lhe aos olhos e, como dois lagos cheios, ficaram à beira a escorrer”

- “A montanha era a última forma antes do fim do tudo o que existia, recortada no horizonte, corpo enorme que observava o mundo.”

- “A vida era um grito, as suas juventudes suportavam essa intensidade devido ao alívio das horas juntos, à respiração em sincronia”

- “Parece um sonho, mas não é, parecem mãos que chegam ao interior de um sonho, mas não”
Maia,23.01.2026

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