Acabei a leitura de mais um livro, prenda de Natal, “A Montanha” de José Luís Peixoto
Um livro que me toca e comove de forma
especial por várias, fortes e tristes razões.
Um livro cheio de histórias
humanas, caminhos cruzados da luta contra a doença, força dos seres humanos,
incertezas, fragilidades, vida e morte, medo, abandono, sensibilidade e solidariedade.
A expressão da construção de vidas confrontadas com a injustiça da doença, mas
também de querer e vontade, luta contra o tempo e pela vida.
Quatro breves citações:
- “As lágrimas subiram-lhe aos
olhos e, como dois lagos cheios, ficaram à beira a escorrer”
- “A montanha era a última forma
antes do fim do tudo o que existia, recortada no horizonte, corpo enorme que
observava o mundo.”
- “A vida era um grito, as suas
juventudes suportavam essa intensidade devido ao alívio das horas juntos, à
respiração em sincronia”
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